Samba em São Paulo


Crime de SP imita modelo do Rio e investe no carnaval
janeiro 16, 2008, 5:13 pm
Arquivado em: História do samba em São Paulo, Samba no Rio de Janeiro

Por Eduardo Nunomura, do  O Estado de S.Paulo

Somados, recursos da Prefeitura, TVs e bilheteria costumam bancar só 1/4 do custos dos desfiles

A tesouraria de uma escola de samba em São Paulo é como uma caixa-preta. Só em caso de acidente se saberá o que há lá dentro. A piada repetida por um sambista descontente com os rumos do carnaval paulistano indica o grau de obscuridade quando o assunto é dinheiro. O que as agremiações recebem de verba oficial da Prefeitura, direito de transmissão de imagem e bilheteria do Sambódromo em alguns casos banca só um quarto dos custos do desfile. O resto vem de patrocínios, venda de fantasias e cobrança para assistir aos ensaios. O Ministério Público paulista adverte: o crime está usando cada vez mais a maior festa popular do País para lavar dinheiro.

Segundo a promotoria criminal, o Primeiro Comando da Capital (PCC) já estaria infiltrado em pelo menos três agremiações. Traficantes perceberam que uma escola de samba serve para lavar dinheiro, inflando números de atividades não fiscalizadas. E ainda ampliam seus contatos com a comunidade por meio de projetos sociais. Um militante do samba resume: “Estamos copiando o Rio em tudo, inclusive abrindo espaço para o crime, e as escolas sabem disso.” Nos barracões, ninguém comenta o assunto.

No mês passado, presidentes de nove escolas de samba da capital foram a Brasília pedir direitos iguais do governo federal. A Petrobrás destinou R$ 6 milhões para o carnaval do Rio – havia prometido o dobro. Uma das justificativas era livrar a festa das más influências: jogo do bicho antes, tráfico de drogas hoje. Os sambistas paulistanos ficaram revoltados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ninguém mais está livre dos riscos (das más influências), mas Lula não tem noção do carnaval de São Paulo”, afirma Angelina Basílio, presidente da Rosas de Ouro. “A justificativa é para que não se usasse dinheiro do tráfico. Não vamos por esse mérito, mas com mais dinheiro poderíamos ampliar projetos sociais”, protesta Solange Bichara Rezende, presidente da Mocidade Alegre.

A Unidos de Vila Maria diz gastar R$ 150 mil para prestar serviços sociais, como dentista, médico, psicólogo, futebol e cursos variados (informática, cinema, inglês). Parte das atividades já é subsidiada com dinheiro federal. Ainda assim, diz o vice-presidente Valter Belo, se recebesse mais recursos a escola poderia ampliar a ajuda social.

Uma escola de samba não desfila com menos de R$ 1,5 milhão, afirma o presidente da SP Turismo, Caio Luiz de Carvalho. O órgão organiza a festa e distribui R$ 460 mil para cada escola do Grupo Especial ou R$ 260 mil do Grupo de Acesso. A bilheteria rende cerca de R$ 150 mil para cada agremiação e a Rede Globo, R$ 200 mil. “Se fosse acompanhar o crescimento do carnaval de São Paulo, os valores seriam estratosféricos”, diz. Segundo a empresa, a Prefeitura investirá R$ 19 milhões neste carnaval, e a cidade deverá ganhar mais de R$ 40 milhões.

A Império da Casa Verde, tida como a mais luxuosa, gasta mais de R$ 3 milhões num desfile. Como outras escolas, justifica os gastos adicionais com atividades ao longo do ano, como minishows, vendas de fantasias (neste ano chegam até a R$ 700) e ensaios. Na quarta-feira, a Rosas de Ouro recebeu mais de 5 mil pessoas e cobrou R$ 15 de 2 mil delas. Outras escolas cobram menos.



Mário Reis faria 100 anos em 31/12
janeiro 3, 2008, 6:10 pm
Arquivado em: Samba no Rio de Janeiro

Hoje, o colunista da Folha de S.Paulo Carlos Heitor Cony homenageou o centenário do sambista Mário Reis, que eu, sinceramente, não conhecia, mas fiquei gostei da sua história.

Mario_reis

Eis um trecho da coluna: 

“Dois estudantes de direito, colegas na mesma faculdade, combinaram uma ida à gafieira mais famosa daquele final dos anos 20. Ficava na praça 11 e tinha nome enigmático: ‘Kananga do Japão’. Era um perfume apreciado pelas mulheres que os jornais catalogavam como de “vida fácil”.
Ali tocava piano o maior compositor da época, Sinhô. Os dois estudantes queriam escutá-lo. Um deles, Ary Barroso, seria o sucessor dele na história do samba. O outro, Mário Reis, seria o maior divulgador de sua música, entre outras, gravaria “Jura” -um dos maiores sambas de todos os tempos.
Os dois formariam uma das duplas mais representativas da Idade de Ouro de nossa música popular. Pode-se dizer que Mário gravou o último samba de Sinhô e o primeiro de Ary. E durante os anos 30, em que pese a atuação de grandes cantores, a voz dele e o jeito de cantar formaram a trilha musical da infância de um garoto de Lins de Vasconcelos.”

Para ler a coluna completa, clique aqui.

Para ler uma matéria biográfica do cantor, clique aqui.

Para escutar sua música e ver como era a voz dele, clique aqui.



Samba do Rio vira patrimônio
novembro 29, 2007, 6:31 pm
Arquivado em: Samba no Rio de Janeiro, Sem-categoria

Hoje saiu no caderno de Turismo das Folha que, durante a comemoração do aniversário de 70 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  (Iphan), no próximo dia 29, será feita a titulação das matrizes do samba do Rio (samba de terreiro, partido-alto e samba-enredo) como patrimônio cultural imaterial.

Devem comparecer à festa de aniversário do Iphan o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e ritmistas de Mangueira, Estácio de Sá, Portela, Império Serrano, Salgueiro e Vila Isabel.

A comemoração acontecerá às 19h, no palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro.



19/10 – Homenagem a Geraldo Filme no Sesc Ipiranga
outubro 11, 2007, 4:21 am
Arquivado em: Agenda, História do samba em São Paulo

Geraldo_Filme

No dia 19 de outubro, às 19h30, o Sesc Ipiranga presta uma homenagem a Geraldo Filme — um dos maiores compositores, pesquisadores e defensores da cultura paulista e negra do Brasil — com o espetáculo Geraldão 80 anos. O nome se deve ao fato de que o compositor completaria 80 anos em outubro de 2007.

Nascido em São João da Boa Vista, ele foi o responsável por estabelecer um elo entre o samba rural nascido nas lavouras de café e cana do Vale do Paraíba e o que se consolidaria, em meados dos anos 30, como o samba urbano da cidade de São Paulo.

Para esta celebração, foi convidado o grupo Samba de Bumbo da cidade de Bom Jesus de Pirapora, mestre Luizinho 7 Cordas acompanhado de outros sete músicos, Fabiana Cozza, Virgínia Rosa, T-Kaçula, Duda Ribeiro e Velha Guarda da Vai-Vai.

A direção musical é dos violonistas Chanel e Robson Capella, e a direção cênica fica por conta da atriz Olívia Araújo.

Geraldão 80 anos
Data:
19 de outubro (sexta-feira)
Horário: 19h30
Ingresso: R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes); R$ 7,50 (usuário matriculados, idosos e estudantes com carteirinha) e R$ 15,00 (outros).
Local: Teatro
Capacidade: 213 lugares
Duração: 90 minutos
Mais informações: 11-3340-2000 ou 0800 118220, de terça à sexta das 8h às 21h e aos sábados, domingos e feriados das 9h às 17h. Ou pelo site www.sescsp.org.br.
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Osvaldinho

Tem samba sob sol, chuva e garoa. Criado neste dia 10 de outubro, o blog Samba em São Paulo tem a missão de agrupar todos os eventos de samba da cidade e, entre uma agenda e outra, contar um pouco da história do samba da cidade.

Para isso, pedimos a você, que aprecia ouvir o som do cavaquinho e do tantam, que nos informe de todos os shows, rodas de samba, ensaios das agremiações da cidade e qualquer evento relacionado. Basta mandar um e-mail para sambaemsaopaulo@gmail.com.

Um abraço a todos e até breve




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